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DESAPEGA!

Entenda como aquela mania excessiva de guardar coisas pode se transformar em um hábito prejudicial e, em casos extremos, numa patologia compulsiva

Quem nunca se viu num dilema “daqueles” diante de um objeto de que não quer se desfazer, seja por puro sentimentalismo ou por cogitar mil vezes se o mesmo não poderia ser útil algum dia na vida? Quem nunca? No entanto, quando essa prática passa a persistir com cada vez mais frequência e vai se agravando ao longo dos anos, a ponto de causar sofrimento para descartar coisas que não têm efetivamente valor ou utilidade ao seu dono, é hora de apertar o botão de alerta!

Algumas pessoas acabam criando o hábito de juntar coisas desnecessárias e se recusam a descartar o descartável. O que muita gente minimiza, denominando “mania de velho”, na verdade é um comportamento que, de fato, pode se agravar com a idade, mas que em qualquer fase da vida é fruto de algum desconforto emocional ou psicológico e acarreta, muitas vezes, transtornos sociais e até para a própria saúde.

Um ambiente mais clean e organizado, com uma quantidade menor de objetos, torna-se mais leve, não só favorecendo as ações práticas do cotidiano, mas certamente, o bem estar de quem nele convive. Até mesmo a energia que vibra ao seu redor, deve ser renovada. E essa energia precisa de espaço para circular! A máxima “menos pode ser mais” se aplica perfeitamente aí. O excesso que provoca uma desordem física no ambiente pode acabar se refletindo numa desordem mental ou emocional.

 

Acumuladores compulsivos

Em casos mais severos, o ato constante de acumular coisas pode gerar o que se chama de transtorno da acumulação. Também conhecido como acumulação compulsiva trata-se de um padrão de comportamento que se caracteriza pelo excesso de aquisição de itens e uma incapacidade ou grande relutância para o seu descarte, a ponto de gerar prejuízos significativos em diversos aspectos da vida. “Os acumuladores não necessariamente precisam manter o que têm por amar aqueles itens. Na verdade, eles apenas evitam decidir o que fazer por causa do medo extremo de tomar a decisão errada ao se desfazer dessas coisas”, ressalta a médica psiquiatra Fabiana Nery.

Apenas recentemente pesquisadores começaram a estudar a acumulação e, por isto, foi definida como doença mental só em 2013. As taxas de prevalência têm sido estimadas entre 2% e 5% em adultos, sem diferença entre sexos. “Embora a condição geralmente se manifeste na infância, os sintomas de agravamento aparecem em idade avançada, ponto no qual  os itens coletados chegam a um total demasiado excessivo, e os membros da família, que poderiam ajudar a manter e controlar os níveis de desordem, já morreram ou se afastaram”, destaca a especialista.

Um erro comum é confundir os acumuladores com compradores compulsivos. O ato de acumular de forma compulsiva pode estar associado ao comprar compulsivo, mas nem sempre isso ocorre. Na maioria das vezes, o acumulador compulsivo apenas guarda objetos que ele encontra na rua ou junta ao longo de anos como jornais e revistas. Assim como muitas pessoas também compram de forma compulsiva, mas não são acumuladoras.

Como podemos ajudar?

Diante dessa situação, a família e os amigos são fundamentais para ajudar a quem sofre com a acumulação compulsiva. Ao contrário do que normalmente acontece, que é o isolamento dessa pessoa. Em geral, o acumulador não percebe seu problema ou grau de gravidade, assim, quem está por perto deve fazê-lo reconhecer o transtorno. Além disso, deve participar ativamente do processo de descarte dos objetos, bem como estimular o uso regular da medicação e do acompanhamento psicoterápico.

 

 



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